Pratica Espirita - por Izaias Lobo Lannes - Presidente 15º CRE/MG.

26/09/2015 09:16

Prática
Espírita

Tendo em vista que comumente surgem informações relacionando a Doutrina Espírita com as atividades de jogos de tarô, cartas, quiromancia, etc, e sempre lembrando o respeito a estas praticas e com aqueles que as praticam que devemos ter, esclarecemos que:

Praticas de cromoterapias, homeopatias, cristalterapias, Florais de Bach, Piramedeterapias, respeitáveis como tratamentos alternativos, e não tratamentos espiritas na casa espirita, esclarecemos que:

Fundamentos em obras como Os 4 Evangelhos de Roustaing, obras de Pietro Ubaldi, Ramatis, dentre outros, sempre respeitando aqueles que as professam e nelas creem não sendo obras estudadas pelo movimento espirita organizado esclarecemos que:

Obras cujos autores encarnados ou não, contradizem Kardec, impõem opiniões pessoais, opiniões estas que assumem outra linha de pensamento que não aquelas trazidas ao mundo físico pelos Espiritos Superiores que idealizaram a Doutrina Espírita e Allan Kardec que lhe deu um sentido ético moral a manifestação dos espíritos, e entendendo que temos como espíritas praticantes presevar-lhe a pureza de seus princípios o 15º Conselho Regional Espírita, em acordo a UEM(União Espirita Mineira), e a FEB(Federação Espirita Brasileira) e obras da codificação, esclarece como se desenvolve a prática espírita e em que se fundamenta:

* Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes", assim nenhuma imposição financeira, moral ou de poder temporal dos homens e muito menos de espiritos, que se forem bons nada irão impor ou exigir.

* A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade, nos orientamos como espiritas na Obras Basicas da codificação Kardequiana e subsidiarias, assim devemos evitar levar para tribuna espírita, reuniões de estudos, mocidades e evangelização adulterações desta pratica que deve ser o mais simples possível, onde a Doutrina Espírita deve ser levada a todos de forma clara e objetiva despertando o ser para a realidade existencial e seu compromisso com a auto libertação e o Evangelho de Jesus com seu aspecto libertador.

* O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, promessas de cura e resolução imediatos de problemas, paramentos, dispensa uso de bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior, lembrando que quem quiser ser o maior que seja o servidor de todos, e que o objetivo é despertar o homem para sua realidade interior.

* O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los, e por não impor deixando-nos a liberdade de aceita-los não significa que iremos molda-la a nosso ponto de vista desfigurando-lhe os princípios, a liberdade nos impõem o senso de responsabilidade com estes princípios codificados por Allan Kardec.

* A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem, muitos chegam a certos grupos espíritas com problemas emocionais e são conduzidos ao chamado desenvolvimento mediúnico enquanto deveriam serem orientadas a procurar ajuda médica.

* Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã, devemos evitar consulta a mentores, reuniões publicas de mediunidade, reuniões exclusivas de curas de corpos físicos, muitas das praticas que eram toleráveis no nascimento da doutrina hoje são dispensáveis, hoje temos o estudo, e livros suficientes para buscarmos o conhecimento e respostas, com isso não dizemos que os mentores são dispensáveis, o trabalho em sentido material nos pertence e esses esclarecidos irmãos se atém ao trabalho espiritual, muitos pretensos mentores tem se manifestado pelo movimento espírita pela ingenuidade e credulidade excessiva de muitos dirigentes, temos a convicção de que esses irmãos nos assistem, amparam nossos trabalhos, nos protegem, não havendo necessidade de convoca-los constantemente para se envolverem nos problemas que temos suficiente condições e maturidade para resolver, quando houver necessidade eles se farão presentes e nos orientarão ou nos advertirão, e as vezes sem termos noção deste amparo, lembrando a advertência de Chico Xavier que o telefone toca de lá pra cá.

* O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.  Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza", por respeitar todos os fundamentos de crença muitos imaginam que tem livre aval para fazerem o que querem e da forma que bem entendem, falamos isso relativo a pratica na Casa Espírita, se nos dizemos espíritas devemos seguir a codificação espírita e seguir significa preservar-lhe os fundamentos, devendo o dirigente e responsáveis impedir a entrada das inovações, adulterações, novidades sem fundamento e até perigosas, a religião é uma frondosa arvore e as varias crenças são os galhos e folhas desta imensa arvore, se formos a uma Igreja Evangélica teremos a presença da Bíblia, se formos a um Culto Católico teremos os dogmas da Igreja, se formos a uma reunião Budista teremos as suras do pensamento de Sakyamuni, o grande príncipe Shidartama Gautama, porque a casa espírita deve ser o lugar de ninguém na prerrogativa de já que eu também creio então tudo é valido, a Casa Espirita deve ter seu organograma definido com seu estatuto e regimento de funcionamento.

Não ser contra outras religiões, doutrinas, terapias de autoajuda, terapias alternativas, não significa que para sermos favoráveis a elas vamos fazer dentro da casa espírita uma "miscigenação" de todas as crenças, doutrinas e pensamentos, agindo assim iremos desfigurar a Doutrina Espírita, respeitamos sim todas as pessoas e religiões, mas devemos ter nossa forma espírita de seguir a caminhada, o que é muito bem demonstrado em o Evangelho Segundo o Espiritismo por exemplo, nem uma Doutrina Espirita sem Jesus, nem uma Doutrina Espirita com Jesus e ou sem a Codificação Kardequiana.  


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"Nascer, morrer, renascer ainda e
progredir sempre, tal é a lei."


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"Fé inabalável só o é a que pode
encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."