Perdão, palavrinha difícil

02/11/2012 19:12

por Thiago Mariz*

Se há uma palavra difícil de colocarmos em nosso dicionário pessoal é a tal “perdão”. E é fácil descobrir: quantas vezes não escutamos alguém dizer algo do tipo “não quero ver Fulano nem pintado de ouro”? Às vezes até nós mesmos falamos isso. Super comum.

Existe uma lei básica de Deus que afirma que atraímos para nós aquilo que queremos. Infelizmente vale para os dois lados da moeda. Quando desejamos o bem a alguém ou a uma situação estamos enviando, mesmo sem saber, energias positivas a esse objeto. É o princípio da oração feita com fé. Ela chega ao alvo mesmo! Do mesmo modo quando guardamos ódios, ressentimentos e mágoas em relação a uma pessoa nós estamos enviando esses fluidos pesados até ela e, consequentemente, criando um elo de ligação entre os dois. Um elo pesado e ruim.

Quer um exemplo? Quando você pensa demais naquela pessoa que você deseja ver longe qual a probabilidade de cruzar com ela na rua, por exemplo? É a lei divina que volta a unir os que têm dificuldades com o propósito de discutirem o tema e perdoarem-se. Quando a gente fala na importância do perdão, do “amai-vos uns aos outros”, é preciso entender que isso deve ser feito de forma sincera. Não adianta perdoarmos da boca para fora. Assim como a reza sem fé, dita aos ventos, o perdão falso não tem a mínima validade.

“Então quer dizer que devo perdoar o meu inimigo e amá-lo como amo o meu pai ou minha mãe?” perguntaria alguém. Perdoar sim, amar sinceramente talvez num futuro próximo. Mas só o fato de perdoar e não desejar o mal já é um avanço. Isso também é uma forma de amor. Entendendo que aquela pessoa também é filha de Deus, tem os seus problemas assim como nós temos. Quem está livre de fazer algo desagradável e ganhar a antipatia de alguém?

Portanto quando sentir uma indisposição com relação a alguém procure pensar que, da mesma forma, há pessoas que não gostam de nós, que nos suportam. Nem Jesus agradou a todos, mas o respeito é o mínimo que podemos doar.

* Thiago Mariz é coordenador do Departamento de Comunicação Social do 15º CRE MG
Texto originalmente publicado na edição 06 do Jornal Iluminar