Os animais no mundo espiritual Por Izaias Lobo Lannes - Presidente do 15º Conselho Regional Espirita - MG

12/09/2015 09:53

Animais no mundo espiritual: há espíritos de
animais no mundo espiritual?

São inúmeras as obras espíritas, mediúnicas ou não que falam sobre a existência de animais no mundo espiritual, revelando detalhes da sua ação e interação com os Espíritos, assim como ocorre aqui na Terra. É comum encontrarmos em livros espíritas informações sobre a presença de animais como pássaros, cães, gatos e peixes habitando colônias espirituais como a obra Nosso Lar, por exemplo, do Espírito André Luiz. A finalidade do nosso estudo não é a de combater sistemas ou pretender mudar pontos de vista. Sempre é bom buscarmos em Kardec a base para avaliar conceitos, para entendermos qualquer assunto ou livro de origem mediúnica ou não no que tange a Doutrina Espírita, tendo como base única os livros da codificação Kardequiana, e em se tratando de assuntos da Doutrina Espírita não há unanimidade em muitos deles, alguns são até divergentes, e esta questão dos nossos irmãos os animais são uma delas, que vão desde sua existência no mundo espiritual, passando pelos passes a tratamentos espirituais, onde uns divergem outros aceitam, uns criam grupos espíritas somente para atendê-los, com cirurgias espirituais, psicografias, com os animais ouvindo palestras e ou pregações, etc, mas vejamos a validade de tudo isso tendo Kardec como base, não nos cabendo entrar no mérito destas praticas ou de quem as pratica, simplesmente fazemos um estudo diante do ensinamento Kaderquiano não nos cabendo a intenção de julgamento. (Observações nossas).

O que nos ensina Allan Kardec acerca deste assunto?

Não há maior autoridade em Espiritismo do que Allan Kardec, em nossa forma de entender. Para muitos, Kardec é hoje apenas um nome; apresentado como Codificador do Espiritismo, o estudo sério e aprofundado de sua obra e livre de preconceitos pessoais ajuda-nos a identificar a profundidade do ensinamento dos Espíritos Superiores e nos faz ver as coisas sob um ponto de vista mais elevado sem nos deixar levar por modismos, adulterações ou inovações. (Observações nossas).

O que ensina Allan Kardec sobre os animais após a morte?

Sabemos que os animais tem um princípio espiritual ou principio inteligente que sobrevive à morte do corpo, mas esse princípio é igual ao nosso? Assim como os Espíritos humanos, o espírito do animal mantém sua atividade após a morte física? (Observações nossas).

Em O Livro dos Médiuns, no capítulo XXV, Allan Kardec, conversando com os Espíritos a respeito de evocações, pergunta-lhes se é possível evocar o espírito de um animal, vejamos abaixo o que dizem os Espíritos a respeito:

O LIVRO DOS MÉDIUNS 53ª edição, CAP. XXV, ITEM 283, PERG. 36 .

Podemos evocar o espírito de um animal?
R - Depois da morte do animal, o princípio inteligente que havia nele, fica em estado latente; este princípio é imediatamente utilizado por certos espíritos encarregados deste cuidado para animar de novo seres nos quais continua a obra de sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos, não há espíritos de animais errantes, mas somente Espíritos humanos. Isto responde à sua pergunta.

Quando estudamos este assunto com atenção, despertou-nos uma realidade nova acerca da presença ativa de animais no mundo dos Espíritos. Se o princípio que o habitava fica em estado latente, equivale a dizer que não há atividade animal no mundo espírita, pelo menos não segundo Allan Kardec e São Luís que foi quem respondeu a esta pergunta, se acaso tivessem alternativas teriam dito coisas como: mais a frente aprofundaremos o assunto, etc, mas foram incisivos, e antes que pensem que obras como as de Andre Luiz estão em erro veremos que não é bem assim, as vezes para compreendermos certas afirmações dos espíritos precisamos de um pouco de elasticidade mental sem perdermos o chão ou a base que é Kardec, pois toda informação de origem mediúnica ou não que se desvincula com a base doutrinária que é Kardec ou está em erro ou foi um equivoco. (Observações nossas).

Prosseguindo:

36ª. Como é então que algumas pessoas, tendo evocado animais, obtiveram resposta?

"Evoca um rochedo e ele te responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a tomar a palavra, sob qualquer pretexto."

Nota. Pela mesma razão, se se evocar um mito ou uma personagem alegórica, eles responderão, isto é, algum Espírito responderá por eles e lhes tomará o caráter e as maneiras.
Alguém teve um dia à ideia de evocar Tartufo e Tartufo veio logo.

Mais ainda: falou de Orgon, de Elmira, de Dâmide e de Valéria, de quem deu notícias. Quanto a si próprio, imitou o hipócrita com tanta arte que se diria o próprio Tartufo, se este houvera existido. Disse mais tarde ser o Espírito de um ator que desempenhara esse papel. Os Espíritos levianos se aproveitam sempre da inexperiência dos interrogantes; guardam-se, porém, de dirigir-se aos que eles sabem bastante esclarecidos para lhes descobrir as imposturas e que não lhes dariam crédito aos contos. O mesmo sucede entre os homens.

Um senhor tinha em seu jardim um ninho de pintassilgos, pelos quais se interessava muito. Certo dia desapareceu o ninho. Tendo-se certificado de que ninguém da sua casa era culpado do delito, como fosse ele médium, teve a ideia de evocar a mãe das avezinhas. Ela veio e lhe disse em muito bom francês: "A ninguém acuses e tranquiliza-te quanto à sorte de meus filhinhos; foi o gato que, saltando, derribou o ninho; encontrá-lo-ás debaixo dos arbustos, assim como os passarinhos, que não foram comidos." Feita à verificação, reconheceu ele exato o que lhe fora dito.

Dever-se-á concluir ter sido o pássaro quem respondeu? Certamente que não, mas apenas um Espírito que conhecia a história. Isso prova quanto se deve desconfiar das aparências e quanto é preciosa à resposta acima: evoca um rochedo e ele te responderá. (Veja-se atrás o capítulo Da mediunidade nos animais, item 234.)

Como é possível observar, as respostas de São Luís são muito claras e afirmativas quando diz não haver espíritos de animais na erraticidade. Como já comentamos acima, lemos em muitos livros espíritas, mesmo de autores consagrados, sobre a existência de animais no mundo espírita. André Luiz comenta em suas obras sobre a presença de animais em colônias espirituais, como pássaros, peixes, cães entre outros. Não dizemos com isso que André Luiz e mesmo Chico Xavier estão errados longe disso, até porque não temos autoridade para fazê-lo, mas a intenção deste estudo é compreender como devemos interpretar essa lição, seguindo a base do Espiritismo que é Allan Kardec, entendemos que as obras de Chico Xavier, ou melhor, psicografadas por ele são o desdobramento da base Kardequiana e não ideias contrarias como verificaremos. (Observações nossas).

Animais tem alma? Possuem um princípio inteligente?

Vamos recorrer ao Livro dos Espíritos 93ª edição, nas questões 597 a 600:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - OS ANIMAIS E O HOMEM.

597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?
R - Sim, e que sobrevive ao corpo.

Aqui, como é claro notar, os Espíritos afirmam a Kardec que o espírito do animal existe e que sobrevive ao corpo, mas não aprofundam detalhes, somente respondem a pergunta. (Observações nossas).  Prosseguindo:

597ª. Esse princípio é uma alma semelhante ao homem?
R - É também uma alma, se o quiserdes; isto depende do sentido que se toma essa palavra (ver em o
Livro dos Espíritos - Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita - Alma, Princípio Vital e Fluido Vital);
mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos homens e dos animais, tanta distância, quanto entre a alma dos homens e Deus.

598. A alma dos animais conserva após a morte, sua individualidade e a consciência de si mesma?
R - Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.

Percebemos que existe uma individualidade, um ser, mas não tem consciência de si mesmo, sua inteligência dorme pelo menos em sua quase totalidade como verificaremos abaixo. (Observações nossas).  

599. A alma dos Animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar?
R - Não; ela não tem o livre-arbítrio.

O Livre arbítrio é uma conquista evolutiva que nossos irmãos animais ainda não possuem, pois, não são responsáveis por seus atos. (Observações nossas).

600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem, após a morte?
R - Fica numa espécie de erraticidade, pois não esta unida a um corpo, mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas.

É o que nos ensinam os Espíritos na Revista Espírita, Agosto de 1861, Os animais médiuns, pag. 364 - Ed. FEB - Trad. Evandro Noleto Bezerra, dizendo: "Os homens estão sempre dispostos a tudo exagerar; uns - e não falo aqui dos materialistas - recusam uma alma aos animais, e outros querem lhes dar uma, por assim dizer, semelhante à nossa".

A dedução que vamos chegando é que ficando numa espécie de erraticidade, ou seja, estão no mundo espiritual, mas de forma breve, e não havendo tempo de convivência com outros seres ou seus iguais ou espíritos, sendo conduzidos a reencarnação rapidamente, percebe-se que há uma classificação e utilizados quase imediatamente, mais, ficam numa espécie de erraticidade e os espíritos não especificam tempo, mais adiante vamos compreender melhor essa questão. (Observações nossas).

Animais e erraticidade

Como observamos na questão 600 (L.E. - Cap. XI) o Espírito diz para Allan Kardec que o animal fica numa espécie de erraticidade. Com base nesta informação, muitos tentam encontrar argumentações sobre a presença dos animais, afirmando que para eles não há o estado errante, por serem animais, mas que nem por isso deixam de interagir com os Espíritos humanos na vida espírita. Bem, independente do que possamos compreender por erraticidade e embora possa, sob esse ponto, levantarem-se discussões, o mesmo não se dá em relação às informações que os Espíritos trazem a Kardec, dizendo que "o princípio que habita o animal fica em estado latente após a morte" ou ainda "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas". Aqui há afirmação, de tal modo que não podemos alegar dupla interpretação.

Ficam em uma espécie de erraticidade, pois que o princípio continua e é imortal, mas não é o mesmo que dizer que esse princípio fica em atividade, que é o que lemos constantemente em inúmeras obras espíritas. Além do que, o termo erraticidade utilizado pelos Espíritos para responder a essa pergunta de Allan Kardec, foi utilizado por comparação, pois que Kardec utiliza-se desse termo para elaborar a pergunta.

Para complementar ainda mais, acrescentaremos abaixo alguns trechos da Revista Espírita, o primeiro é de Junho de 1860, onde Allan Kardec obtém uma dissertação sobre os animais, ditada pelo Espírito Charlet, que traz importantes informações sobre o espírito dos animais e sobre sua relação com os homens. Após a dissertação, Allan Kardec faz uma análise de cada tópico, e na análise do tópico III, número 11, faz a seguinte pergunta ao espírito: (Observações nossas).

*11. Falais de recompensas para os animais que sofrem maus-tratos e dizeis que é de toda justiça que haja compensação para eles. Parece, de acordo com isso, que admitis no animal a consciência do eu após a morte, com a recordação do seu passado. Isso é contrário ao que nos foi dito. Se as coisas se passassem como dizeis, resultaria que no mundo espiritual haveria Espíritos de animais.
Assim, não haveria razão para não existirem o das ostras. Podeis dizer se vedes em torno de vós Espíritos de cães, gatos, cavalos ou elefantes, como vedes espíritos humanos?
R - A alma dos animais - tendes perfeitamente razão - não se reconhece após a morte do corpo; é um conjunto confuso de germes que podem passar para o corpo de tal ou qual animal, conforme o desenvolvimento adquirido. Não é individualizada. Direi, todavia, que em certos animais, entre muitos mesmo, há individualidade.

Nestas importantes observações entendemos que o principio espiritual em certas classes de animais não se individualiza no mundo espiritual, outras sim, sabemos que há animais que tem a inteligência mais desenvolvida que outros, sendo mais sociáveis, animais domésticos como cães e gatos, embora certos animais selvagens como golfinhos, chimpanzés demonstrem uma inteligência mais desenvolvida, verificaremos que certos animais sob determinadas situações podem se manter durante certa cota de tempo no mundo espiritual sob assistência, obedecendo a determinados fins, como veremos mais abaixo. (Observações nossas).    

Mas e as obras que afirmam a existência de animais no mundo dos espíritos?

Sobre as obras que dizem haver espíritos de animais, podemos dar opiniões que serão suficientes para expressar o nosso pensamento.

A primeira é a da ilusão, conforme já o citamos no comentário deixado por um Espírito a Allan Kardec que diz "Os homens estão sempre dispostos a tudo exagerar; uns - e não falo aqui dos materialistas - recusam uma alma aos animais, e outros querem lhes dar uma, por assim dizer, semelhante à nossa". (Observações nossas).  

A colonia Nosso Lar então é uma fantasia?

Não temos a insensatez de pensar assim e seria ousadia pretensiosa de nossa parte afirmar isso. Possivelmente exista e se existir e se houverem animais por lá, como é citado na obra, uma conclusão que podemos tirar a respeito é a da projeção, ou outra circunstancia onde são utilizados segundo lemos em Evolução em dois Mundos como veremos um pouco abaixo.

Essas formas de animais que são relatados nos livros podem ser uma projeção feita pelos Espíritos. Segundo os Espíritos, no Livro A Gênese de Allan Kardec, no capítulo XIV, dos Fluidos, "o pensamento é para os Espíritos o que a mão é para o homem". Assim, plasmariam formas animais para enriquecer a natureza ao redor, assim como plasmam as flores e árvores - pois que também não existem lmas das árvores e flores na espiritualidade. (Observações nossas).

 

Se há cães e gatos, onde estão os outros por exemplo, selvagens?

Um pensamento que sempre utilizamos quando falamos deste assunto é relacionado à justiça de Deus. Se houverem animais no mundo dos Espíritos, deverá haver todos e não somente alguns, como diz Allan Kardec ao Espírito Charlet: "senão, não haverá razão para não existirem o das ostras". 

Se tiver, então haveremos de concordar que, no mundo espírita, existem oceanos, rios, pois para onde iriam as baleias, os crustáceos e peixes que habitam as profundezas, os peixes em geral; precisaremos concordar também que devem existir pântanos para acolher os crocodilos, repteis e todos os animais que habitam estas regiões; mangues, para os caranguejos e todos os outros habitats naturais dos animais que vemos sobre a Terra. Perguntamos ainda porque não lemos a respeito de hipopótamos, ursos, castores, etc.? Dizemos isso em relação aos que afirmam mediunicamente ou não a existência indiscriminada de animais no mundo dos espíritos diante do item *11 acima, onde certas formas não se individualizam outras sim obedecendo a certos fins.  (Observações nossas).

Após a morte dos animais a alma irá habitar que plano? A morada dos Espíritos? Eles continuarão a serem os mesmos? Seu dono quando desencarnar poderá vê-lo?

A vida dos animais não tem a mesma relevância que a vida dos homens. Eles não têm a compreensão das leis, portanto não estão sujeitos a ela com a mesma intensidade e responsabilidade dos homens. Quando morrem vão para os planos espirituais também, mas não para aprender, como fazem os homens, mas para uma breve parada, digamos assim, aguardando que seu princípio espiritual seja quase que imediatamente aproveitado em outros corpos de animais da mesma espécie ou raça. O instinto de afeto que desenvolvem com seus donos é explicado pelo amor que recebem deles (dos donos) que faz com que neles se desenvolva um instinto, mas que não é um sentimento desenvolvido como nos homens. Basta ver que quando se separam de seus donos rapidamente esquecem seus "afetos" e se acostumam com outro. Se olharem novamente os antigos donos poderão ser estimulados neurologicamente e lembrar da antiga vida, mas isso nada tem a ver com laços verdadeiros de afeto existente entre os homens, embora percebamos em certos nimais grandes mostras de sentimentos em relação a seus donos. As pessoas que se ligam exageradamente a animais geralmente tem grande dificuldade nasrel ações interpessoais. Os animais não se encontram na vida espiritual com seus donos, principalmente porque não se demoram por lá, mas isso também não deve ser taxativo em sentido geral, pode acontecer em certos casos se formos dar atenção ao assunto já desenvolvido, mas também não ser visto como regra geral como muitos tem a tendência de fazerem ao opinar sobre o tema, tudo deduzem sob sua ótica pessoal. (Observações nossas).

Vejamos a explicação do espírito Andre Luiz no livro Evolução em dois mundos realtivo ao assunto dos animais no mundo espiritual.

Capitulo - 12 - PRIMEIRA PARTE - Alma e desencarnação - Metamorfose e desencarnação - Primeira parte. Livro Evolução em dois Mundos.

"Em relação ao homem, os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma.

Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço
hipotecável aos valores decisivos da evolução".

Notemos que a base para manutenção do veiculo perispiritual é pensamento continuo que os animais não possuem, pois este pensamento fragmentário hora agindo por instinto hora raciocinando dentro de suas necessidades de subsistência, portanto por si só incapazes de manterem a forma do veiculo extra físico, também observamos que certos animais são aproveitados por breve tempo pelos espíritos em certas atividades, e deduzimos que os espíritos devem suprir esta incapacidade de manterem a forma por si mesmos, o que não desmente os estudos acima e muito menos Kardec, lembremos que muitos do que dizem ver espíritos de animais podem estar vendo tanto projeções mentais ou ideoplastias, ou espíritos com deformações perispirituais, ou até atividades destas espécies aproveitadas por breve tempo pelos espíritos, vejamos por exemplo citações do Livro A Gênese de Allan Kardec. (Observações nossas).

Livro a Gênese 53ª edição - Capitulo - 14 Os Fluidos - Ação dos Espíritos sobre os fluidos. Criações fluídicas. Fotografia do pensamento - itens 14 e 15.

14. Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.

Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente.
Basta que o espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores - enfermidades, cicatrizes, membros amputados etc. - que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido. Se, pois, de uma vez ele foi negro e branco de outra, apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que se refira a sua evocação e à que se transporte o seu  pensamento.

Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão
de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva
quanto a deste.

15. Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode-se, pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e vibrações sonoros.

Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa.
Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar.

 

Nota de Allan Kardec: Revista espírita, junho de 1859. O livro dos médiuns, 2ª Parte, cap. VIII.

Capítulo XIV

O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.

Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode lernoutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo.
Contudo,
vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.

Diante do exposto por Kardec e Espiritos da codificação muitas vezes o médium visualizando o mundo espiritual poderá captar imagens ideoplasticas ou projeções tanto dos espíritos quanto projetadas por encarnados já que nosso pensamento fotografa e imprime a imagem no éter (Formas pensamento), julgando ver realidades que não existem de fato, poderá, por exemplo, ver um cão num lar que visita e lá a imagem do cão que já morreu apresenta-se e julga ver uma realidade alimentada talvez pelos donos saudosos do animal, vendo estas projeções toma a realidade estas imagens incorrendo em erro talvez não premeditado, percebemos assim como é importante o estudo e como a recomendação de Kardec para que estudemos sempre continuamente, e que nem tudo que se vê de fato existe, ou acreditamos nisto ou a codificação está errada. (Observações nossas).

Outra questão, os animais são médiuns? Vejamos o que dizem Kardec e os Espiritos da codificação.

Capitulo 22 - segunda parte - Mediunidade nos animais - Livro dos Médiuns. 236.

A questão da mediunidade dos animais se acha completamente resolvida na dissertação seguinte, feita por um Espírito cuja profundeza e sagacidade os leitores hão podido apreciar nas citações, que temos tido ocasião de fazer, de instruções suas. Para bem se apreender o valor da sua demonstração, essencial é se tenha em vista a explicação por ele dada do papel do médium nas comunicações, explicação que atrás reproduzimos. (Item 225.)

Esta comunicação deu-a ele em seguida a uma discussão, que se travara, sobre o assunto, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas: "Explanarei hoje a questão da mediunidade dos animais, levantada e sustentada por um dos vossos mais fervorosos adeptos. Pretende ele, em virtude deste axioma: Quem pode o mais pode o menos, que podemos 'mediunizar' os pássaros e os outros animais e servir-nos deles nas
nossas comunicações com a espécie humana. É o que chamais, em Filosofia, ou antes, em Lógica, pura e simplesmente um sofisma. 'Podeis animar, diz ele, a matéria inerte, isto é, uma mesa, uma cadeira, um piano;
a fortiori, deveis poder animar a matéria já animada e particularmente pássaros.' Pois bem! no estado normal do Espiritismo, não é assim, não pode ser assim.

"Primeiramente, entendamo-nos bem acerca dos fatos. Que é um médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens: Espíritos encarnados.
Por conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de qualquer natureza que seja.

"Há um princípio que, estou certo, todos os espíritas admitem, é que os semelhantes atuam com seus semelhantes e como seus semelhantes. Ora, quais são os semelhantes dos Espíritos senão os Espíritos, encarnados ou não?
Será preciso que vo-lo repitamos incessantemente? Pois bem! repeti-lo-ei ainda: o vosso perispírito e o nosso procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são, numa palavra, semelhantes. Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos permite a nós, Espíritos desencarnados e encarnados, pormo-nos muito pronta e facilmente em comunicação.
Enfim, o que é peculiar aos médiuns, o que é da essência mesma da individualidade deles, é uma afinidade especial e, ao mesmo tempo, uma força de expansão particular, que lhes suprimem toda refratariedade e estabelecem, entre eles e nós, uma espécie de corrente, uma espécie de fusão, que nos facilita as comunicações.

É, em suma, essa refratariedade da matéria que se opõe ao desenvolvimento da mediunidade, na maior parte dos que não são médiuns.

"Os homens se mostram sempre propensos a tudo exagerar; uns, não falo aqui dos materialistas, negam alma aos animais, outros de boa mente lhes atribuem uma, igual, por assim dizer, à nossa. Por que hão de pretender deste modo confundir o perfectível com o imperfectível? Não, não, convencei-vos, o fogo
que anima os irracionais, o sopro que os faz agir, mover e falar na linguagem que lhes é própria não tem, quanto ao presente, nenhuma aptidão para se mesclar, unir, fundir com o sopro divino, a alma
etérea, o espírito, em uma palavra, que anima o ser essencialmente perfectível: o homem, o rei da Criação. Ora, não é essa condição fundamental de perfectibilidade o que constitui a superioridade da espécie humana sobre as
outras espécies terrestres? Reconhecei, então, que não se pode assimilar ao homem, que só ele é perfectível em si mesmo e nas suas obras, nenhum indivíduo das outras raças que vivem na Terra.

"O cão, que, pela sua inteligência superior entre os animais, se tornou o amigo e o comensal do homem, será perfectível por si mesmo, por sua iniciativa pessoal? Ninguém ousaria afirmá-lo, porquanto o cão não faz progredir o cão. O que, dentre eles, se mostre mais bem-educado, sempre o foi pelo seu dono. Desde que o mundo é mundo, a lontra sempre construiu sua choça em cima d'água, seguindo as mesmas proporções e uma regra invariável; os rouxinóis e as andorinhas jamais construíram os respectivos ninhos senão do mesmo modo que seus pais o fizeram.
Um ninho de pardais de antes do dilúvio, como um ninho de pardais dos tempos modernos, é sempre um ninho de pardais, edificado nas mesmas condições e com o mesmo sistema de entrelaçamento das palhinhas e dos fragmentos apanhados na primavera, na época dos amores. As abelhas e formigas, que formam pequeninas repúblicas bem administradas, jamais mudaram seus hábitos de abastecimento, sua maneira de proceder, seus costumes, suas produções. A aranha, finalmente, tece a sua teia sempre do mesmo modo.

"Por outro lado, se procurardes as cabanas de folhagens e as tendas das primeiras idades do mundo, encontrareis, em lugar de umas e outras, os palácios e os castelos da civilização moderna. Às vestes de peles brutas sucederam os tecidos de ouro e seda. Enfim, a cada passo, achais a prova da marcha incessante da humanidade pela senda do progresso.

"Desse progredir constante, invencível, irrecusável, do Espírito humano e desse estacionamento indefinido das outras espécies animais, haveis de concluir comigo que, se é certo que existem princípios comuns a tudo o que vive e se move na Terra: o sopro e a matéria, não menos certo é que somente vós, Espíritos encarnados, estais submetidos a inevitável lei do progresso, que vos impele fatalmente para diante e sempre para diante.

Deus colocou os animais ao vosso lado como auxiliares, para vos alimentarem, para vos vestirem, para vos secundarem. Deu-lhes uma certa dose de inteligência, porque, para vos ajudarem, precisavam compreender, porém lhes outorgou inteligência apenas proporcionada aos serviços que são chamados a prestar. Mas, em sua sabedoria, não quis que estivessem sujeitos à mesma lei do progresso. Tais como foram criados se conservaram e se conservarão até a extinção de suas raças.

"Dizem: os Espíritos 'mediunizam' a matéria inerte e fazem que se movam cadeiras, mesas, pianos. Fazem que se movam, sim, 'mediunizam', não! porquanto, mais uma vez o digo, sem médium, nenhum desses fenômenos pode produzir-se. Que há de extraordinário em que, com o auxílio de um ou de muitos médiuns, façamos se mova a matéria inerte, passiva, que, precisamente em virtude da sua passividade, da sua inércia, é apropriada a executar os movimentos e as impulsões que lhe queiramos imprimir?

Para isso, precisamos de médiuns, é positivo, mas não é necessário que o médium esteja presente, ou seja, consciente, pois que podemos atuar com os elementos que ele nos fornece, a seu mal grado e ausente, sobretudo para produzir os fatos detangibilidade e o de transportes. O nosso envoltório fluídico, mais imponderável e mais sutil do que o mais sutil e o mais imponderável dos vossos gases, com uma propriedade de expansão e de penetrabilidade inapreciável para os vossos sentidos grosseiros e quase inexplicável para vós, unindo-se, casando-se, combinando-se com o envoltório fluídico, porém animalizado, do médium, nos permite imprimir movimento a móveis quaisquer e até quebrá-los em aposentos desabitados.

"É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinado pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes ou com relação aos donos dos animais. Ainda com mais frequência vedes cavalos que se negam a avançar ou a recuar, ou que empinam diante de um obstáculo imaginário. Pois bem! tende como certo que o obstáculo imaginário é quase sempre um Espírito ou um grupo de Espíritos que se comprazem em impedi-los de mover-se. Lembrai-vos da mula de Balaão que, vendo um anjo diante de si e temendo-lhe a espada flamejante, se obstinava em não dar um passo. É que, antes de se manifestar visivelmente a Balaão, o anjo quisera tornar-se visível somente para o animal. Mas, repito, não mediunizamos diretamente nem os animais, nem a matéria inerte. É-nos sempre necessário o concurso consciente ou inconsciente de um médium humano, porque precisamos da união de fluidos similares, o que não achamos nem nos animais nem na matéria bruta.

"O Sr. T..., diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou?

Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, consequentes à sua magnetização. Com efeito, saturando-o de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre o animal à semelhança do raio, ainda que mais lentamente. Assim, pois, como não há assimilação possível entre o nosso perispírito e o envoltório fluídico dos animais propriamente ditos, aniquilá-los-íamos instantaneamente, se os mediunizássemos.

"Isto posto, reconheço perfeitamente que há nos animais aptidões diversas; que certos sentimentos, certas paixões, idênticas às paixões e aos sentimentos humanos, se desenvolvem neles; que são sensíveis e reconhecidos, vingativos e odientos, conforme se procede bem ou mal com eles.

É que Deus, que nada fez incompleto, deu aos animais, companheiros ou servidores do homem, qualidades de sociabilidade, que faltam inteiramente aos animais selvagens, habitantes das solidões. Mas daí a poderem servir de intermediários para a transmissão do pensamento dos Espíritos há um abismo: a diferença das naturezas.

"Sabeis que tomamos ao cérebro do médium os elementos necessários a dar ao nosso pensamento uma forma que vos seja sensível e apreensível; é com o auxílio dos materiais que possui, que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Ora bem! que elementos encontraríamos no cérebro de um animal? Tem ele ali palavras, números, letras, sinais quaisquer, semelhantes aos que existem no homem, mesmo o menos inteligente?

Entretanto, direis, os animais compreendem o pensamento do homem, adivinham-no até. Sim, os animais educados compreendem certos pensamentos, mas já os vistes alguma vez reproduzi-los? Não. Deveis então concluir que os animais não nos podem servir de intérpretes.

"Resumindo: os fatos mediúnicos não podem dar-se sem o concurso consciente ou inconsciente dos médiuns; e somente entre os encarnados, Espíritos como nós, podemos encontrar os que nos sirvam de médiuns.

Quanto a educar cães, pássaros, ou outros animais, para fazerem tais ou tais exercícios, é trabalho vosso, e não nosso."

Erasto

 

Importante observarmos que os espíritos estabelecem como seria natural uma diferença muito acentuada entre o animal selvagem e os animais de inteligência mais desenvolvida como cães, gatos, cavalos, etc e Deus deu-lhes inteligência ainda mais acentuada de forma que pudessem prestar serviços ao homem e ao homem cabendo educa-los, cuidar deles, servisse deles sem abuso, prestando-lhes toda a assistência de forma a tornar-lhes a existência menos árdua, mas daí a dizer que podemos estabelecer entre eles e nós um intercambio mediúnico seria um contra senso, pois as naturezas se diferem e não seria possível que tal fato se desse, uns afirmam receber mediunicamente mensagens de seus bichos de extimação, prestemos atenção em que afirma o Espírito, evoque uma pedra e ela falará, querendo com isso dizer claro que não é a pedra que fala mas um espírito inferior querendo brincar com as pessoas muito crédulas e infantis, segundo que não há espíritos de animais perambulando pelo mundo espiritual como muitos imaginam, podem haver mas obedecendo a determinados fins com supervisão espiritual, conforme já vimos acima, outro fator seria a incompatibilidade fluídica, quem diz receber mensagens mesmo de espíritos afirmando como estão seus bichos de estimação estão sendo vitimas de espíritos brincalhões e insensíveis que gostam de se  divertir com a sensibilidade e sentimentos alheios e distorcer os ensinamentos espíritas, e infelizmente acham pessoas boas mas ingênuas que se prestam a dar-lhes campo. (Observações nossas).            

O senhor T magnetizou seu cão e o matou, e como fica a aplicação de passes em animais?

Importante que aqui façamos uma distinção entre magnetização e passe espírita, energias oriundas da pessoa, e aquela da pessoa e dos espíritos respectivamente, percebemos que Erasto coloca uma observação entre mediunizar uma mesa e move-la, onde afirma, move-la sim mediuniza-la não, movendo a mesa os espíritos a envolvem em substancia deles e do médium presente ou não, os chamados médiuns de efeitos físicos, mediuniza-la não seria possível, pois não se pode mediunizar a matéria inerte e muito menos animais que são de natureza fluídicas muito diferentes dos homens, magnetizando, ou melhor, tentando mediuniza-lo poderíamos leva-los a morte por naturezas tão diferentes e ele não conseguindo assimilar estas energias, estas poderiam mata-lo como se deu no caso do Sr. T , já no passe espírita ou passe espiritual poderia ser possível ajuda-los, não há nenhum estudo serio do efeito do passe em animais, embora muitos afirmem melhoras outros tantos dizem não perceber nenhuma melhora, ficando quase sempre no campo subjetivo, vejamos abaixo a pergunta 66 de O Livro dos Espiritos e outros apontamentos. (Observações nossas).


Perg. 66. Livro dos Espiritos.

O princípio vital é um só para todos os seres orgânicos?

"Sim, modificado segundo as espécies. E ele que lhes da movimento e atividade e os distingue da matéria inerte, porquanto o movimento da matéria não e a vida. Esse movimento ela o recebe, não o dá."

O principio vital que anima os seres vivos são retirados da mesma fonte, então o que da vida as plantas, animais e homem é o mesmo principio vital, os espíritos afirmam que são modificados segundo as espécies, assim o principio que anima uma planta é diferente do que anima um animal que é diferente daquele que anima o homem, embora a absorção destes princípios não afetam uns aos outros, afirmamos isto apoiados pelos próprios espíritos pois, que retiram estes princípios da natureza para servirem de coadjuvante na cura de homens e animais, os livros da serie Andre Luiz por Chico Xavier trazem vasta informação a respeito quando os Espiritos tiram elementos da natureza, já no passe espírita ou aquele onde o passista aplica com amparo dos bons espíritos, estes é que trabalham as energias envolvidas e não os médiuns, através do pensamento, Andre Luiz mesmo no Livro Conduta Espírita adverte sobre esta ajuda aos animais, no capitulo Perante os Animais.

Para compreendermos um pouco mais utilizemos o nosso dia a dia, se ligarmos um aparelho de 110 v numa corrente de 220 v ele vai queimar, mas se usarmos um dispositivo para adequar esta corrente poderemos usar sem danos, se de alguma forma aplicarmos nossas próprias energias num ser de diferença energética poderemos leva-lo a morte se não houver a compensação espiritual.

Devemos também entender que tanto pessoas quantos animais recebendo o passe espiritual em processo de doença terminal ajuda no desprendimento dos laços físicos, assim não foi o passe que o fez morrer, apenas facilitou o desprendimento dos laços físicos. 

Assim nossos irmãos animais caminharão rumo ao progresso e devemos entender que um cão não irá chegar à condição de homem, mas o principio que o anima que ainda não é espírito propriamente, mas, principio espiritual, irá ter o amparo de espíritos mais lúcidos que atuarão em seu processo evolutivo para que entre na fase de homem em outros caminhos de evolução, afirmação esta esclarecida por Erasto que o animal é imperfectível e não pode educar aos de sua espécie, e assim como o rouxinol construiu seu ninho há milênios o faz da mesma forma até nossos dias, citação para exemplo de comparação, o cão terá certa dose de progresso, mas continuará a ser cão, dizemos no sentido material, já que o principio que o anima este progride, até o estado de puro espírito, mas cuidado, não estamos afirmando que já fomos cães, nos servimos de figuras de comparação apenas. (Observações nossas).       


Mais diferenças de ondas mentais.

(...)
os seres angelicais emitem o seu pensamento em raios super ultracurtos, a mente humana, em ondas curtas, médias e longas e os animais em ondas fragmentárias, cuja vida psíquica, ainda em germe, somente arroja de si determinados pensamentos ou raios descontínuos.

(André Luiz - Mecanismos da Mediunidade - Cap. IV).

Este apontamento nos mostra as diferenças entre nós e os espíritos superiores, nós e nossos irmãos animais, em relação às emissões das ondas de pensamento. (Observações nossas).

Conclusão:

A dor nos animais é um agente de excitação psíquica, auxiliando o despertar das faculdades do "princípio inteligente".  Pela dor o princípio inteligente que estagia no animal vai desenvolvendo o instinto e estruturando as condições psíquicas necessárias para adentrar, logo adiante, no reino humano, neste ou em outros mundos, mas em estágios muito iniciais da razão, assim como sucedeu a nós quando atravessamos o período de homens da idade da pedra, sendo no homem a dor aliada ao livre arbítrio e uso do discernimento atendendo a outros imperativos de evolução.

Somente em casos que atendam as necessidades dos espíritos, corpos espirituais de animais são mantidos no mundo espiritual por tempo indefinido, não significando que os encontraremos por lá quando retornarmos, que os animais não podem se comunicar mediunicamente com seres humanos, que não há colônias espirituais de animais, que eles não são médiuns na acepção do termo.

Podemos assisti-los com passes, mediuniza-los não. Portanto nada fica sem assistência no reino de Deus, e Ele a nenhum ser deixa sem a oportunidade do progresso. Faltam-nos ainda maiores informações referentes aos nossos irmãos os animais, e se os Espiritos não adiantaram maiores referencias é devido ao nosso pouco desenvolvimento intelecto moral e no momento certo o farão.

Até lá, nos cumpre o papel de cuidar deles, educa-los, assim como protegemos e cuidamos dos nossos filhos, nem privilegiando uns em detrimento de outros e muito menos indiferentes a uns e outros.

(Observações nossas).

Izaias Lobo Lannes - 15º Conselho Regional Espírita - Minas Gerais. 25/08/2015.