Artigo sobre a evolução espiritual de Jesus.

25/10/2015 14:25

Artigo sobre a evolução espiritual de Jesus.

I

A Gênese planetária

A COMUNIDADE DOS ESPÍRITOS PUROS

Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção. (Livro A Caminho da Luz).

 

Observações nossas.

 

Nas observações do espirito Emmanuel mostra-nos a anterioridade do Espirito de Jesus, fazendo parte de uma coletividade de espíritos puros que olham pelos destinos do nosso sistema solar, por esta e outras razões o espirito Joanna de Angelis o chama de Rei Solar, sendo um dos construtores siderais de mundos, a entidade que conhecemos como Jesus atesta sua antiguidade e alta evolução espiritual que certamente não foi adquirida em nosso mundo, mas fruto de estágios em mundos do Universo sem fim, seria até pretensão de nossa parte tentar mensurar-lhe a genealogia espiritual que se perde na poeira dos tempos, e nossa incapacidade intelecto/moral é incapaz ainda de sondar-lhe os desígnios, residindo ai tantas dispustas, controvérsias, desentendimentos, em torno de seu nome, a luz quando é muita para nossa incapacidade de raciocínio ofusca.

 

 

 

Perguntas extraídas do Livro O Consolador. Emmanuel/Chico Xavier.

 

243 Todos os Espíritos que passaram pela Terra tiveram as mesmas características evolutivas, no que se refere ao problema da dor?

 

Todas as entidades espirituais encarnadas no orbe terrestre são Espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, com exceção de Jesus-Cristo, fundamento de toda a verdade neste mundo, cuja evolução se verificou em linha reta para Deus, e em cujas mãos angélicas repousa o governo espiritual do planeta, desde os seus primórdios.

 

 

Nossas observações.

Importa considerar apesar das controvérsias que esta afirmação de Emmanuel tem causado no movimento espirita, que a caminhada de Jesus em linha reta para Deus não significa privilégios, ou defesas de teses que contra dizem Kardec, sempre é prudente nas afirmações dos espíritos superiores, e em que pese o quilate de um Emmanuel, um pouco de elasticidade mental é necessário para buscarmos compreensão de certos assuntos, principalmente este.

Jesus uma vez tendo atingido certo grau de maturidade espiritual fatos estes que se deram certamente fora dos limites do nosso mundo, Jesus como entidade espiritual tendo tido o esclarecimento do entendimento relativo a seu papel e reconhecendo os esforços que teria que fazer para a libertação das dificuldades e problemas existenciais optou por seguir de forma determinada e lucida sua trajetória evolutiva sem os equívocos próprios de muitos de nós em relação a nossa felicidade, observemos por exemplo todo o conteúdo de informações que o espiritismo nos tem fornecido e mesmo assim, temos optado pelo sofrimento, agarrados aos problemas que não queremos resolver, quando esta fase se apresentou para o Mestre Ele optou por seguir em linha reta, assim devemos procurar entender, na posição de espirito inferior que também estagiou certamente cometeu equívocos como todos, mas uma vez despertado para a luz da razão optou por outros caminhos, devemos entender que Ele não nasceu Jesus, mas nos milênios evolutivos tornou-se Espirito Puro.

 

277 –Os Espíritos elevados, como os profetas antigos, devem ser considerados como anjos ou como Espíritos eleitos?

Como missionário do Senhor, junto à esfera de atividade propriamente material, os profetas antigos eram também dos “chamados” à iluminação da sementeira.

Para a nossa compreensão, a palavra “anjo”, neste passo, deve designar somente as entidades que já se elevaram ao plano superior; plenamente redimidas, onde são “escolhidos” na tarefa sagrada d’Aquele cujas palavras não passarão. O Eleito, porém, é aquele que se elevou para Deus em linha reta, sem as quedas que nos

são comuns, sendo justo afirmar que o orbe terrestre só viu um eleito, que é Jesus-

Cristo.

A compreensão do homem, todavia, em se tratando de angelitude, generalizou

a definição, estendendo-a a todas as almas virtuosas e boas, nos bastidores da sua

literatura, o que justifica, entendendo-se que a palavra “anjo” significa “mensageiro”.

Observações nossas.

Mais uma vez a definição “em linha reta para Deus”, a referência as quedas que nos são comuns, são aquelas que dizem respeito a todo acervo de conhecimento que já temos mas mesmo assim preferimos as coisas rasteiras da existência, chamados a perdoar, odiamos,  chamados a compreensão ignoramos, chamados a ajudar, perguntamos e questionamos, assim vamos repetindo as experiências mal sucedidas apesar do esclarecimento, com Jesus certamente não se deu assim, optou pela melhor parte, e está em conformidade com os ensinamentos espiritas quando afirmam que uns espíritos evoluem mais rapidamente do que outros.

Como gostamos de generalizar tudo, a palavra anjo acabou designando toda entidade de elevação superior, quando se afirma eleito de Deus não devemos também generalizar como privilégios, mas as entidades espirituais puras atingindo este estágio no seu carreiro evolutivo tornam-se partícipes nas chamadas bem aventuranças celestiais cuja nossa limitada inteligência não está apta a entender no seu sentido total.

 

283 –Com Referência a Jesus, como interpretar o sentido das palavras de João: - “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade?”.

-Antes de tudo, precisamos compreender que Jesus não foi um filósofo e nem

poderá ser classificado entre os valores propriamente humanos, tendo-se em conta os valores divinos de sua hierarquia espiritual, na direção das coletividades terrícolas.

Enviado de Deus, Ele foi a representação do Pai junto do rebanho de filhos transviados do seu amor e da sua sabedoria, cuja tutela lhe foi confiada nas

ordenações sagradas da vida no Infinito.

Diretor angélico do orbe, seu coração não desdenhou a permanência direta

entre os tutelados míseros e ignorantes, dando ensejo às palavras do apóstolo, acima referidas.

 

Observações nossas.

Devemos procurar entender a linguagem que os espíritos superiores utilizam, como gostam de afirmar certos estudiosos do espiritismo que Emmanuel parece meio católico entendemos que sua linguagem é para fácil entendimento sem nenhuma conotação igrejeira, sem deméritos as várias denominações religiosas existentes no mundo, “o verbo fazendo-se carne” nos entendemos pelas explicações de Emmanuel que Jesus por ser espirito puro já entendia e vivia na expressão maior do Criador, além de vê-lo e entende-lo em sua expressão profunda, coisa que nós apesar de toda a literatura espirita não entendemos, e os espíritos superiores não podem nos trazer maiores explicações porque nossa inteligência não absorveria, se com o conteúdo que já trouxeram gerou e gera tanto desentendimento, imagina se tentarem explicar o próprio criador, se as Leis Morais da vida ainda não conseguimos colocar em pratica apesar dos milênios passados imagina se outros fundamentos viessem até nós. 

 

287 –Numerosos discípulos do Evangelho consideram que o sacrifício do Gólgota não teria sido completo sem o máximo de dor material para o Mestre Divino. Como

conceituar essa suposição em face da intensidade do sofrimento moral que a cruz lhe terá oferecido?

 

A dor material é um fenômeno como os dos fogos de artifícios, em face dos

legítimos valores espirituais.

Homens do mundo, que morreram por uma ideia, muitas vezes não chegaram a

experimentar a dor física, sentindo apenas a amargura da incompreensão do seu ideal.

Imaginai, pois, o Cristo, que se sacrificou pela Humanidade inteira, e chegareis

a contempla-Lo na imensidão da sua dor espiritual, augusta e indefinível para a nossa apreciação restrita e singela.

De modo algum poderíamos fazer um estudo psicológico de Jesus, estabelecendo dados comparativos entre o Senhor e o homem.

Em sua exemplificação divina, faz-se mister considerar, antes de tudo, o seu

amor, a sua humildade, a sua renúncia por toda a Humanidade.

 

Examinados esses fatores, a dor material teria significação especial para que a

obra cristã ficasse consagrada? A dor espiritual, grande demais para ser

compreendida, não constitui o ponto essencial da sai perfeita renúncia pelos homens?

Nesse particular, contudo, as criaturas humanas prosseguirão discutindo, como

as crianças que somente admitem as realidades da vida de um adulto, quando se lhe fornece o conhecimento tomando por imagens o cabedal imediato dos seus

brinquedos.

Observações nossas.

Ainda mesmo transcorridos mais 2000 anos após a tragédia do Calvário a humanidade ainda é incapaz de mensurar o sentido da dor moral, muitos cristãos da atualidade mesmo os cristãos espiritas sentem-se mais impressionados com a flagelação física do Mestre, tentaremos mostrar observadas as devidas proporções para também não irmos para outros terrenos da incompreensão, imaginar quando na ajuda que prestamos, na mão que estendemos, na doação da nossa boa vontade, na ajuda que efetivamos, ou seja em toda a doação que empenhamos na felicidade alheia e somos sobejamente pagos com a ingratidão, com a indiferença e desprezo, a traição dos amigos mais queridos, tentaremos imaginar a dor dentro da alma, aquele imenso vazio existencial, a amargura da alma ferida em seus mais puros sentimentos, já que doamos de forma pura e incondicional, tentaremos agora por um esforço imenso da imaginação um espirito da categoria de um Jesus, recebendo tudo isso da humanidade inteira, e não devemos esquecer a coletividade espiritual inferior do nosso mundo que mesmo sendo beneficiada por seu Amor misericordioso aplaudiu o momento terrível do Calvário, tentaremos por um momento não ver somente a dor física, mas algo inimaginável como dor do abandono dos amigos mais queridos, dos comensais das últimas horas, daqueles que receberam de suas mãos augustas novas esperanças de dias melhores, todos os beneficiados enfim de suas dadivas divinas, tentaremos imaginar que não era a dor moral que muitos sentem penalizados de si mesmos, mas a dor pelo mal que faziam a si mesmo, razão porque elevando os olhos para os céus  Ele pronunciou, “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.       

 

Apesar do tempo transcorrido, mais de 2000 entre a tragédia da cruz e nós, ainda é para a maioria algo sem sentido a vinda de Jesus entre as incompreensões e sofrimentos humanos, para grande número de almas que receberam de seu coração amoroso as dadivas mais sinceras e pagaram com a ingratidão e indiferença, reflitamos em nós, os chamados cristãos novos, revivendo no mundo o cristianismo redivivo que mal começou a florescer e já padece dos males das religiões estabelecidas, tomemos cuidado para não efetivarmos as mesmas guerrilhas de incompreensão e terror entre irmãos, cuidemos para materializarmos os ensinamentos dos imortais em trabalho renovador e sincero, dissipemos os lampejos do orgulho devorador, o egoísmo destruidor, varramos de nossas fileiras o desamor, fruto das nossas muralhas construídas com os artifícios mais diversos, cuidemos muito mais do que entender a genealogia de Jesus procurar refletir e trabalhar em nós seus ensinos e feitos, cuidemos uns dos outros como cuidaríamos de um filho querido, somos uns dos outros a família mais próxima, o amigo, o companheiro, diante das distancias materiais deixemos as distancias provocadas pela indiferença fruto de nossa visão desfocada da realidade e ofuscada pelas nossas dores mal resolvidas, procuremos sermos mais pacientes e tolerantes, firmes mas flexíveis, amorosos e verdadeiros, mas sem sermos amargos e frios com a dor do outro que poderia em última instancia ser também a nossa, esforcemo-nos para viver pelo menos uma parte que seja dos ensinos por Ele deixados não chão de misérias do nosso sofrido solo planetário, procurando tudo isso certamente entenderemos melhor seu messianato de amor e luz, saudável entende-lo, sublime vive-lo, somos todos irmãos,  lutando contra as mesmas necessidades, e até hoje não procuramos entende-las e mutuamente percebermos que somos exatamente iguais uns aos outros, sigamos com determinação a tríade do Codificador Allan Kardec, “Trabalho, solidariedade e tolerância”.

Lembrando o endomoniado geraseno quando pergunta entre a loucura e a revolta “que temos nós contigo, Jesus Nazareno”, questionemos nós, que queres de nós Jesus de Nazaré, pois a postura de muitos cristãos novos ainda caminha entre a indecisão e a Luz.

Procuremos ter atenção e sigamos em paz,

Izaias Lobo Lannes – 15º Conselho regional espirita de Minas Gerais.

25/10/2015.