Aborto, crime aos olhos de Deus

31/05/2015 19:09

por Thiago Mariz*

O primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é proteger a vida.

O aborto é para algumas pessoas a "solução rápida" para uma gravidez indesejada. Muitas mulheres optam por essa prática por medo de rejeição da família, pela não aceitação do parceiro, ou ainda porque não julgam adequado o momento para a maternidade.

No Brasil a lei permite o aborto em dois momentos: quando a concepção é produto de estupro ou quando a mãe corre risco de morte com a gravidez. Em alguns países o aborto é legalizado e acontece à vontade, porém aos olhos de Deus continua sendo um crime.

Para o Espiritismo, e outras religiões também, Deus é o criador universal e ele não deu o direito ao homem de tirar a vida de ninguém - inclusive de quem ainda não nasceu, mas já é um ser preparado para chegar ao mundo. Interromper uma gestação é um ato de grande responsabilidade. E não interrompê-la é um ato de amor. Entretanto, há quem o faça sem quaisquer considerações de natureza médica, moral, legal ou espiritual.

O Espiritismo não aceita a legalização do aborto, pois isso seria compactuar com o crime e a irresponsabilidade. Se pensarmos apenas no plano físico de que tirar a vida de um ser tão frágil é algo cruel, e que este também sofreria, no plano espiritual não é diferente: alguns espíritos não aceitam ser rejeitados pela mãe e se revoltam por muito tempo porque perdem a chance de nova oportunidade reencarnatória, gerando assim processos obsessivos.

Portanto devemos dar importância ao diálogo familiar e à responsabilidade. Gravidez deve ser um momento de felicidade e não uma péssima notícia. Planejar o futuro também é um ato de amor.

* Thiago Mariz é coordenador do Departamento de Comunicação Social do 15º CRE MG